Sobre a Ética Argumentativa Hoppeana

Sobre a Ética Argumentativa Hoppeana

A base para a maior parte dos austrolibertários hoje é a assim chamada Ética Argumentativa Hoppeana. A ética do filósofo e economista alemão-americano Hans-Hermann Hoppe, famosa por ser usada na negação necessária de toda a forma de violação ao direito à propriedade privada, com base na noção da autopropriedade, encaixando-se uma contradição perfomativa, isto é, a contradição ao argumentar contra uma condição formal (ou pragmático-transcendental, como define Karl-Otto Apel) da argumentação ー é a contradição prática que acontece entre o conteúdo de uma proposição e a ação do indivíduo que o profere, exemplo: “Eu estou morto”, a pessoa que o profere precisa estar viva, desta forma, há uma contradição entre o ato de a proferir e o conteúdo da fala.

Hoppe no livro The Economics and Ethics of Private Property (2006) diz:

“Eu quero demonstrar que apenas a ética libertária da propriedade privada pode ser justificada de forma argumentativa porque ela é a pressuposição praxeológica da argumentação como tal; e que qualquer proposta ética divergente ou não-libertária pode, assim, ser mostrada como violadora da preferência demonstrada. Tal proposta pode ser feita, claro, mas o seu conteúdo proposicional contradiria a ética pela qual alguém demonstraria preferência em virtude do próprio ato de proferir proposições, i.e, pelo ato de participar da argumentação como tal. Da mesma forma que alguém pode dizer “as pessoas são, e sempre serão, indiferentes quanto a fazer coisas”, mas essa proposição contradiria e seria desmentida pelo ato de proferir proposições, o que, de fato, acaba demonstrando uma preferência subjetiva (de dizer isso ao invés de outra coisa ou mesmo nada), assim todas as propostas éticas não-libertárias são falseadas pela realidade de efetivamente propô-las”.

Trabalharemos então com as premissas da Ética Argumentativa.

Primeiro, colocarei as premissas da Ética Argumentativa Hoppeana, e irei responder a cada uma separadamente. Para isso, utilizarei do texto de um dos austrolibertários mais conhecidos por aqui, o Lacombi LaussPorém, gostaria de pedir a todos, sejam estes críticos ou apologistas de Hoppe, que façam uma leitura pormenorizada da obra de Hoppe, principalmente a obra The Economics and Ethics of Private Property (1993), podendo ser encontrada aqui.

Esse pedido deve-se ao fato de que não deveríamos nos prender, para reflexões e avaliações sobre análises críticas (o tipo de análise que viso expor aqui), tendo como base, a meras sínteses destes mesmos pensamentos aos quais as análises críticas se dirigem. Apenas me reservo ao direito de usar uma síntese como base direta para a própria análise crítica (e não a reflexão e avaliação sobre a veracidade ou convencimento da análise), para poupar mais o tempo neste (por si só já longo) artigo, e por acreditar que Lacombi Lauss tenha sido quem melhor conseguiu sintetizar os argumentos de Hoppe, de modo a preservar a essência desses, que podem ser encontrados nessa obra.

Minha leitura de Hoppe, tanto na obra mencionada acima, quanto em outros trabalhos dele, me mostra que essa síntese é a que melhor conseguiu combinar tanto os fundamentos dos argumentos de Hoppe, quanto a produção nos termos de uma brevidade formal-necessária para esta exposição. E que portanto, ao meu ver, mereceria ser utilizada em uma análise que tem a pretensão de atingir seus objetivos dentro dessas duas categorias combinadas, com a ressalva de que os leitores também possam ter a oportunidade de se esmiuçar diretamente na obra de Hoppe, para contemplar seus argumentos em uma totalidade que possa abranger alguns elementos que ficam de fora em uma síntese (embora nenhum seja de fato um fundamento essencial dos argumentos), e, assim, fazer uma avaliação própria e efetiva acerca desta análise crítica.   

Lacombi acertou em seu ‘resumo’ das premissas de Hoppe e conseguiu nos produzir uma boa síntese das ideias deste; de fato, como veremos, ele de certa forma a aperfeiçoou, corrigindo semanticamente algumas coisas que podem facilmente ser interpretadas como erros rasos de Hoppe, embora mesmo essas correções não tenham qualquer efeito em salvar tais premissas das próprias críticas.

1) Toda posição ética, para ser racionalmente defensável, precisa ser justificada por argumentos;

2) Toda argumentação requer que os interlocutores respeitem cada um o corpo de outro e demanda que cada participante usufrua de controle exclusivo sobre o recurso escasso de seu próprio corpo;

3) Qualquer um que tente contestar o direito de propriedade sobre seu próprio corpo seria preso em uma contradição prática, uma vez que argumentar desta maneira já implicaria a aceitação da própria norma que ele está contestando. A negação do direito de auto-propriedade é portanto racionalmente indefensável.

4) Enquanto houver argumentação, há portanto reconhecimento mútuo da propriedade privada de cada um em seu corpo.

Há duas formas de responder a um argumento exposto dessa forma (com premissas que levam a conclusões): a primeira é atacar a verdade das premissas. Se um argumento não tiver premissas verdadeiras, ele vai ser válido (mera formalidade), mas não irá poder ser cogente (cogente quer dizer que, além de válido, ele tem premissas verdadeiras que levam a uma conclusão verdadeira). O segundo jeito é atacar a validade formal do argumento, ou seja, verificar se as regras pelas quais as premissas levam à conclusão estão bem aplicadas.

Sobre a primeira premissa:

“1) Toda posição ética, para ser racionalmente defensável, precisa ser justificada por argumentos;”

Respondemos: Na realidade, não existe uma ligação necessária entre a defesa racional e a justificação por argumentos. Obviamente, não estou falando que a argumentação não é uma defesa que seja considerada um ato racional, mas sim que nem todo ato de defesa racional se simplifica na forma da argumentação, o que é a premissa de Hoppe. Explicarei melhor adiante, em outro trecho, mas antes prosseguirei com alguns pormenores e adendos.

O próprio conceito de “justificação”, em epistemologia contemporânea na realidade, não é sequer ligado necessariamente à argumentação. Em miúdos, é possível defender racionalmente uma posição (ética ou não) sem apelo a argumentos, como, por exemplo, por afirmações panfletárias: neste caso, não haveria argumentação estrita, mas haveria defesa, e não vejo por que não se poderia chamá-la de racional. É importante ressaltar que minha crítica é válida para qualquer definição de ‘racional’ que Hoppe esteja se pautando, pois ele pode estar usando tanto a definição de racionalidade dentro do framework miseano, quanto pela definição de racionalidade como comumente é empregada na filosofia no geral. Por via das dúvidas, explicito que meu argumento está válido para ambas as definições.

A definição de ‘racional’, para a maior parte da filosofia, diz respeito só a ‘coerência’ e ‘consciência’ na estruturação de um argumento, enquanto na primeira definição (a miseana), racionalidade seria sinônimo de propositada (‘toda a ação humana é racional’ = ‘toda a ação humana é propositada’).

Essa confusão semântica, por curiosidade, engana a muitas pessoas em suas críticas ao método praxeológico de Ludwig Von Mises (em contraponto a praxeologia langeana e a praxeologia bourdieuana), do qual Hoppe se utiliza. Muitos esbravejam sobre as descobertas recentes da área da economia comportamental (ou da psicologia), sobre como já se saberia que supostamente muitas das nossas decisões não são ‘racionais’ (no sentido psicológico ou mesmo filosófico, como mencionado e explicitado acima; nesse caso, o argumento estaria fazendo referência ao sentido de que nossas decisões e ações não serem coerentes ou de elas na verdade serem guiadas por fatores inconscientes).

A crítica é uma falácia, e aqui eu faço o papel de “advocatus diaboli” da praxeologia miseana: qualquer um que tenha lido o Human Action (1949), saberia a distinção que Mises faz sobre o estudo da ação do ponto de vista praxeológico e do ponto de vista psicológico, e mais ainda, que a definição miseana de ‘racionalidade’ (quando ele afirma que ‘toda a ação humana é racional’), em nada tem a ver com a ‘racionalidade’ (quando a economia comportamental ou a psicologia nos diz que ‘nem toda a ação humana é racional’, ou seja, de que nem toda a ação humana é coerente ou consciente)  que ali está se empregando; o sentido de racionalidade, para o framework miseano, é sinônimo de propositada (ou seja, toda a ação humana é propositada).

É importante ressaltar este ponto, no sentido de que a minha crítica se aplica ,portanto, tanto ao sentido de ‘racional’ comumente usado, quanto ao sentido de ‘racional’ no framework miseano. Portanto, meu argumento é o de que há defesas não-argumentativas que também são racionais (em qualquer dos dois sentidos que se queira empregar), o que entra em contradição com a primeira premissa.

Veja, o problema dessa premissa não é querer defender sua posição por argumentos, mas a afirmação de que a argumentação seja condição necessária para a “defesa racional”. Não o é.

Além disso, o conceito de justificação, conforme explica Robert Audi, relaciona-se à formação de crenças, não necessariamente por argumentação e muito menos por argumentação em defesa de posição ética. Mas esse é um detalhe técnico. Justificação, na premissa, quer dizer meramente o embasamento.

O problema nesse caso é que a defesa racional aparece como tendo o embasamento por argumentação como “conditio sine qua non”. No entanto, é possível defender racionalmente uma posição (ética ou não) sem apelo à concatenação de proposições de acordo com regras, mas apenas com o uso das próprias proposições e seus valores-verdade (o que pode ser o caso até de uma afirmação panfletária). Nesse caso, não haveria argumentação estrita, mas haveria embasamento da posição e defesa racional. O problema dessa premissa, portanto, não é advogar em nome da defesa de alguma posição ética por argumentos, mas a afirmação de que a argumentação seja condição necessária para embasar as razões e assim fazer a defesa racional, quando por proposições não-encadeadas por outras premissas, também seja possível. A premissa, portanto, é, para todos os efeitos, uma premissa necessariamente falsa.

Poderíamos até olhar outro erro simples na formulação original, e que acabou sendo corrigido pelo Lacombi. Por exemplo, nesta palestra do Hoppe.

Observem a formulação dele pra primeira premissa:

“That: All truth-claims – all claims that a given proposition is true, false, indeterminate or un-decidable or that an argument is valid and complete or not – are raised, justified and decided upon in the course of an argumentation.”

O erro é que não é no curso de uma argumentação que se decide a verdade de uma proposição. E também não é no curso de uma argumentação que se decide a validade de um argumento. Esta segunda é decidida em conformidade com a sintaxe das regras de inferência, ou seja, não no curso da argumentação. O curso da argumentação também vai partir das mesmas regras de inferência. E o que decide a verdade de uma proposição é algo externo à argumentação, seja o contato com a realidade, seja a consistência dos enunciados – tudo a depender da teoria da verdade que se escolha. Hoppe aparentemente acredita que os critérios de decisão desses problemas estão na argumentação, mas isso é falso: a argumentação é posterior ao que resolve esses problemas.

Agora, explicando ainda melhor e mais diretamente o começo da minha resposta: ‘Não há ligação necessária entre racionalidade e justificação por argumentos’. O que isso significaria?

Como dito, o problema é chamar de racional o que é argumento (ou só o que é argumento). O encadeamento lógico de proposições regido por regras constitutivas e regulativas, obtendo-se uma conclusão, se chama argumento, não racionalidade. O conhecimento obtido nessa ferramenta é a conclusão. A argumentação pode ser dita racional, e obviamente o é, mas a racionalidade não se resume a encadeamento de premissas. Do contrário, você teria que aceitar que todo discurso não-argumentativo seria irracional. Há uma confusão entre racionalidade e argumentação. Não é um pressuposto, mas uma confusão.

Racionalidade não se resume à argumentação e discurso racional não se resume a discurso argumentativo. Se assim o fosse, só seria racional quem argumentasse e só seria racional o discurso argumentativo, mas pessoas que não argumentam podem ser racionais (ainda que ardilosas em algum caso) e discursos não-argumentativos, como é o caso de algum discurso retórico empolado, também. Por trás da minha objeção à primeira premissa está, portanto, a distinção inevitável entre racionalidade e argumentação; está a noção de que racionalidade não se resume a argumentação.

Uma proposição com pretensão de verdade (sim, é o caso da afirmação panfletária) não é argumento, porque não está encadeada com outras premissas. Ela deixa de ser racional? Não. Por isso a racionalidade não se liga necessariamente à argumentação.

Que a proposição tenha pretensão de verdade (ou não), como será exemplificado, não altera em nada meu ponto, que é justamente ressaltar a possibilidade de proposições que tenham ‘racionalidade’ (podendo ser entendido ainda na síntese miseana de ‘emprego de meios para determinado fim’), mas não envolvidas numa argumentação.

De fato, justificar uma posição ética por encadeamento de proposições (argumento) é muito louvável, e o mais comumente usado, e até mais efetivo. A questão é que, embora obviamente desejável, ela não é a única maneira racional de fazê-lo. Ou seja, a grande questão é se essa é a única maneira racional de justificar uma posição ética (como a premissa dá a entender). A grande questão aqui não é se é desejável ou não; mas sim que o contrário dessa suposta premissa apriorística é uma possibilidade lógica. Se é uma possibilidade lógica, então ela definitivamente não é apriorística.

Sendo ainda mais preciso: você pode defender uma posição ética com argumentos (proposições encadeadas logicamente). Você pode defender posições éticas com proposições, incluindo-se pretensão de verdade. Ambas são racionais. Mas você também pode defender racionalmente por meio de, por exemplo, imperativos (que não são proposições com valor-verdade). Seria uma defesa racional, não-argumentativa e não-proposicional. Se chamaríamos alguém que defende alguma posição ética por intermédio de imperativos de racional? Mas é claro! Se isso é uma defesa efetiva, é outro campo; mas sem dúvida é uma maneira racional de defender uma posição, sem usar argumentos. É possibilidade lógica, e se o é, logo, a opção de racionalidade somente através da argumentação não é a priori e nem verdade.

Há outras possibilidades de discurso não-argumentativo, mas proposicionais, e talvez também haja outras possibilidades de discurso não-argumentativo e não-proposicional além do imperativo (admito que no momento, não conheço a não ser os exemplos citados). Mas todas são racionais. Nem a argumentação, nem o discurso proposicional não-argumentativo monopolizam a racionalidade. O imperativo (e toda a lógica do séc. XX desenvolvida em torno das “proposições imperativas”) é a prova.

Mais uma vez: pragmaticamente falando, a defesa por intermédio de argumentos é a mais desejável. Mas aceitamos isso por razões pragmáticas, por ser efetivo. Por razões lógicas, há tanta racionalidade na ‘justificação por argumentos’ quanto na ‘defesa imperativa’.

O problema, então, é confundir o que é desejável pragmaticamente com o que é necessário racionalmente.

Há ainda outra questão contra essa premissa: a de que, não é ‘justificar’ a posição ética, e sim defendê-la racionalmente.

Justificação é um conceito técnico que nos levaria a outro debate (se é justificação prima facie, se é por meio de proposições etc). A premissa formulada fala em justificar por argumentos para ser defesa racional. O ponto que insisto é a defesa de que pode ser racional para além da justificativa argumentativa. Usar proposições com valor-verdade é defesa racional e, em alguns casos, até justificação, mas nem sempre.

Imperativos são proposições sem valor-verdade. Isso é conceito da lógica. Um imperativo qualquer, e.g., “Não coma carne!”, que por ser imperativo não possui valor-verdade, poderia ser uma defesa racional de uma posição ética. Veja só: defesa racional, que é o ponto da premissa, não ‘justificação racional’.

De fato, como o imperativo não possui valor-verdade, ele não pode ser justificação de alguma outra proposição. Acontece que, ainda assim, é defesa racional, mesmo não sendo argumento, e é isso o que está em jogo contra a premissa nessa formulação, nesse caso específico, o que por sua vez, seria mais uma objeção a premissa de Hoppe.

Sobre a segunda premissa:

“2) Toda argumentação requer que os interlocutores respeitem cada um o corpo de outro e demanda que cada participante usufrua de controle exclusivo sobre o recurso escasso de seu próprio corpo”

Essa premissa é composta de duas proposições: a) “Toda argumentação requer que os interlocutores respeitem cada um o corpo de outro” e b) “demanda que cada participante usufrua de controle exclusivo sobre o recurso escasso de seu próprio corpo”.

Trata-se de uma conjunção. Em uma conjunção, quando uma das proposições é falsa, a conjunção torna-se falsa. Vou considerar a segunda proposição verdadeira (é de fato difícil questioná-la) e verificar a verdade da primeira.

A primeira pressupõe, como disse, que a argumentação não é apenas sons livremente flutuantes, mas uma ação humana, i.e., uma atividade humana propositada empregando meios físicoso corpo de uma pessoa. Assim, numa argumentação, de acordo com a premissa, cada um dos interlocutores respeita a atividade humana propositada de empregar meios físicos (o corpo) do interlocutor.

A questão é se esse respeito é necessário à argumentação. O que salta aos olhos é que pode haver casos em que os interlocutores queiram se matar, mas ainda argumentem; que mesmo com a intenção de agressão física, ou mesmo agredindo fisicamente (desrespeitando os “meios físicos” do outro), ainda pode haver argumentação, porque, ainda que agressivamente, a pessoa pode argumentar. A não-agressão, pelo menos até um certo grau (pois há realmente um grau de agressão onde a argumentação durante ela, seja impossível) não é uma condição necessária para se ter uma argumentação.

O que essa possibilidade mostra, e que muitas vezes de fato ocorre, é que as condições regulativas (qualquer categoria não-inerentemente necessária) não se inscrevem no campo da argumentação formal (ou categorias inerentemente necessárias); elas só aparecem no campo do debate argumentativo, e ainda assim como maneira de evitar conflito, algo como uma prescrição moral, mas não como a priori da própria argumentação (condições inerentemente necessárias). Essas condições regulativas (condição não-inerentemente necessária) não são qualquer tipo de “conditio sine qua non” argumentativa, mas uma condição posterior à argumentação, ao debate argumentativo, para que ele ocorra.

Acontece que é praticamente absurdo pensar em uma argumentação que não seria argumentação só por não ter havido respeito à autopropriedade do interlocutor. Por mais que soe estranho (apesar de comum), isso torna a primeira proposição da conjunção falsa e, por isso, a própria conjunção falsa.

Se estamos falando das condições a priori para toda argumentação possível, então deve-se ter em vista o que possibilita toda argumentação possível, e não simplesmente a argumentação em um debate argumentativo. A argumentação não ocorre somente numa troca entre interlocutores. O sujeito pode buscar a verdade, mas impedir outro de buscá-la, e isso de modo algum invalida sua própria argumentação. As condições formais, inerentemente necessárias, de uma argumentação podem ser cumpridas, como possibilidades lógicas, concomitantemente à censura do opositor ou à agressão do mesmo.

Do fato de que isso seja logicamente possível, ao menos em algum grau mínimo, se prova que transformar a não-agressão em condição formal da argumentação é um erro; essa condição, ainda que indesejável, sempre vai ser posterior à própria argumentação, e por ser posterior à argumentação é que não vai ser uma condição da sua possibilidade; e não sendo condição de sua possibilidade, não pode ser a priori da argumentação. Ou seja, a agressão, embora obviamente indesejável, é possibilidade lógica; e se for possibilidade lógica, não dá para tomar seu contrário (a não-agressão) como a priori argumentativo.

Não é relevante o que é moralmente desejável (uma condição desejável do ponto de vista pragmático ou instrumental mas não-inerentemente necessária) se estamos tratando do formal e argumentativo (o que é inerentemente necessário, e não apenas desejável do ponto de vista pragmático ou instrumental). Por conseguinte, essa premissa não é condição da argumentação.

Terceira premissa:

“3) Qualquer um que tente contestar o direito de propriedade sobre seu próprio corpo seria preso em uma contradição prática, uma vez que argumentar desta maneira já implicaria a aceitação da própria norma que ele está contestando.”

Bem, fato é que não existe contradição performativa se assumir-se alguma forma de monismo ou qualquer outra forma de não-dualismo. Há, com certeza, contradição performativa se aceitar um dualismo substancial. Não necessariamente um dualismo cartesiano de substância, embora esse seja o mais coerente. Dito de outra forma: há contradição performativa se houver dualismo; se não houver, não há contradição performativa.

Propriedade, no sentido de institucionalização socialmente legítima da posse, pressupõe uma externalidade necessária entre quem se apropria ou possui e o que é apropriado ou possuído. Portanto, a propriedade pressupõe a existência em si do par de macro-categorias “sujeito” e “objeto”. É por isso, essa pressuposição de duas categorias diferentes (inerente à noção de propriedade, e portanto, de autopropriedade), que se afirma acima que o dualismo é necessário, inerentemente pressuposto, para se falar da contradição performativa que se tenta encaixar ao falar de autopropriedade.

Isso porque a existência de uma categoria diferente do ‘sujeito’, o ‘objeto’ apropriado, implica diretamente na existência de uma outra substância, diferente da do sujeito. Se esse é o caso, há um dualismo no mínimo substancial. Se não há outra substância, não pode haver uma categoria diferente (o ‘objeto’), e não há relação de propriedade que possa se constituir em auto-propriedade, visto que há a negação de uma categoria constitutiva do próprio conceito de propriedade.

Para ilustrar, quando falamos ‘propriedade’ (especificamente o ‘direito de propriedade sobre o próprio corpo’ especificado na premissa), podemos entender, como conceito, a ideia de um controle exclusivo legítimo. Mas esse conceito também, por sua vez, pressupõe certas categorias constituintes no seu próprio significado: uma fonte de normatividade,  um vínculo jurídico, alguém apropriador e algo apropriado. São pressupostos dentro desse conceito. Por mais que não esteja explícito na palavra ou forma de se referir, é algo que aparece como pressuposto ou condição dentro da gramática profunda. E as duas últimas categorias implicam também em duas substâncias diferentes: algo que se apropria, e outro algo que é apropriado. E por esse motivo, a concepção da premissa acerca da autopropriedade irá, inevitavelmente, pressupor alguma forma de dualismo para fazer sentido.

Isso, como explicado acima, é uma inferência estabelecida das categorias lógico-conceituais (componentes presentes no próprio conceito), que se pressupõe logo na semântica, ou seja, no significado dos próprios termos que se usa para apresentar o conceito na premissa, e na relação sintática, ou seja, no modo de concatenação desses termos na constituição da premissa. E eles imputam compromissos doxásticos (crença) para quem afirma, isto é, quem afirma implicitamente os assume cumprir e sustentar no momento em que está dando e recebendo razões para algo. Tal como eu não poderia afirmar (dar uma razão) para ‘algo ser vermelho’, sem também assumir o compromisso doxástico de acreditar e afirmar que aquilo é, também, ‘colorido’.

Ou seja, a propriedade sempre pressupõe duas categorias. Um que é o proprietário e outro que é a propriedade. Não há como os dois se unirem em um só. É justamente por isso que tal concepção em questão só poderia se tornar logicamente consistente, em última instância, pressupondo alguma forma de dualismo. Algo que é propriedade obviamente não pode ser proprietário. São duas categorias diferentes.

Em última instância, se pressupõe no mínimo duas substâncias (e portanto, um dualismo). Uma que pode ser proprietário e outra que pode ser propriedade. Isso, no entanto, mais parece um cartesianismo que está sendo levado até às últimas consequências. Não há um “fantasma na máquina”, como Descartes poderia fazer parecer, mas sim algo uno, e uma única totalidade; não somos como duas coisas que podem ser separadas. Somos um uno, dentro de uma perspectiva holística, uma integração na forma de um único composto, de todas nossas funções.

Como eu disse, o homem não é um fantasma numa máquina, referindo-se à forma como o dualismo cartesiano é retratado por uns. Sendo generoso, nesse momento, vamos assumir teoricamente, que se o homem fosse um ‘fantasma na máquina’, o conceito de corpo como propriedade (e não como o próprio ser) poderia fazer sentido. Isto é, se um fisicalismo extremo estiver correto, então o conceito de corpo como propriedade não faria sentido. Mas se um dualismo substancial, radical ao ponto de se afirmar que o homem poderia ser considerado um “fantasma na máquina” for o correto, então o corpo poderia ser tido como propriedade. Portanto, apenas esse dualismo se conecta com tal premissa de autopropriedade.

Porém, vamos analisar de forma mais aprofundada. Numa análise mais clara, pode-se pensar em boas dificuldades e contrapontos para até mesmo dentro dessa concepção, a autopropriedade ser um conceito problemático. Digo isso porque ninguém pensa literalmente que o homem é um fantasma ou espírito numa máquina. Isso é só uma analogia para um determinado tipo de dualismo, e por mais extremo que esse dualismo possa ser considerado, ele ainda vê o corpo como parte do ser. Explicarei abaixo.

Segundo esse dualismo, o homem é uma dicotomia entre corpo e alma (ou matéria e espírito), e como a pessoa continua vivendo e pensando como ela mesma fora do corpo (isto é, após a morte física), então nesse sentido, ‘alma’ ou o ‘espírito’ seria a essência do ser. Isso não significa que o corpo não seja parte do ser. Apenas significa que não é uma parte essencial para que o ser ontologicamente exista, visto que sob essa visão, ele pode continuar consciente fora de seu aspecto físico.

Dessa perspectiva, dentro da analogia do fantasma numa máquina, poderia até ser aceitável tal concepção, visto que a essência do ser seria o ‘espírito’, que continua vivendo fora do corpo (da “máquina”) – corpo este que seria o instrumento pelo qual ele interagiria com o mundo material enquanto fisicamente vivo. Sim, a máquina não é parte ontológica do fantasma, e pode ser tida como propriedade portanto. E é por isso que aparentemente há sentido dentro dessa perspectiva.

Mas trata-se de uma analogia apenas. Não representa exatamente tal visão ontológica, mas só até certa medida. E é aqui que a analogia pode ser desfeita, a tal extensão, que os dois casos se tornam categoricamente divergentes. Enquanto na analogia a máquina não é parte ontológica do fantasma, nesse dualismo, o corpo é parte ontológica humana, ainda que a essência como tal, em certo sentido, esteja no espírito (na mente imaterial ou “alma”). Sendo, então, o corpo físico uma parte ontológica humana, sob essa visão, a posição de “corpo como propriedade” não faz sentido.

Como as duas críticas anteriores ao conceito de autopropriedade podem ter deixado alguma conclusão muito parcial acerca da veracidade do meu argumento, eu terei de ‘apelar’ para algo ainda mais cabal e conclusivo, para ter a certeza de minha conclusão acerca da falsidade dessa premissa. Terei de demonstrar, então, que toda a forma de não-monismo é em si um absurdo, e que só esse (o monismo) pode ser considerado como verdadeiro. Para isso, precisarei de uma prova que consiga fechar isso pontualmente de maneira rigorosamente formal. Darei uma resposta para a classificação necessária e suficiente para a consideração da realidade apenas como monismo (redução fisicalista), e diferente de quaisquer caracterizações acerca de níveis de realidade não-monistas.

Para que um não-monismo específico seja essencialmente verdadeiro em sua totalidade, é necessário que todo e qualquer monismo seja falso, dado que dualismos ou pluralismos opõe-se naturalmente ao que se entende como monismo, e naturalmente a negação de um objeto é a afirmação do seu respectivo objeto oposto: se monismo é verdadeiro, não-monismo é falso; se não-monismo é verdadeiro, monismo é falso. E disso segue-se todos os seus corolários.

Para minha argumentação, será suposto um não-monismo específico, e de seus corolários irá se derivar a conclusão absurda de demonstração na proposição de não-monismo como verdadeiro: irá se supor que o dualismo o seja, pois, verdadeiro como descritor funcional acerca de níveis ontológicos. Logo pode-se dividir tudo o que existe em dois aspectos (pode-se derivar dois subconjuntos pelas suas propriedades não-monistas essenciais diferentes entre si):

Um aspecto genérico A, que seria, por exemplo para tudo o que se dá como realidade física, e não espiritual.

Um aspecto genérico B, que seria, por exemplo, para tudo o que se dá como realidade espiritual, e não física.

Irá se considerar que a demonstração não terá valor verdadeiro expresso apenas para os exemplos dos respectivos aspectos à sua união num conjunto, e sim para todo o dualismo que possui a configuração tal que existe a possibilidade de construção de dois conjuntos de elementos, onde tais elementos seriam alocados em sua respectiva categoria dada a sua propriedade mediante ao atributo à nível de realidade ontológica: pois caso não o faça, logo não seria dualismo.

Bom, quando parte-se disso, pode-se considerar que ambos tipos de objetos existem, ou seja, existem propriedades o suficiente para implicar em corolários acerca da existência de ambos (do contrário seria um absurdo, pois se inexiste um dos subconjuntos, ou se um deles é vazio, logo é monismo), e tais propriedades, como atributos, devem reger sua existência de modo que condicionam-a como verdadeira, do contrário o dualismo seria falso de cara, e já partimos da premissa de que é verdadeiro. Se essas propriedades existem, existem de forma que “transcendem” A e B (ou seja, serão sempre linearmente independentes, pois se qualquer objeto dum subconjunto é determinado em função do seu respectivo subconjunto oposto, logo não é dualismo), senão estariam contidas nessa realidade, e como são realidades independentes, uma reger a outra seria um absurdo, pois dever-se-ão dar naturalmente como paralelos e independentes entre si.

Logo tais propriedades não são essencialmente de A, nem essencialmente de B (do contrário ser-se-ia normal considerar unicidade de níveis ontológicos, do qual não posso fazer como argumentação, e apenas como conclusão caso seja essa a derivação lógica de tal demonstração), logo, pode-se considerar um conjunto C tal que possua elementos e tais tenham atributos de permissão no regimento de ambos os conjuntos anteriores, e ainda assim ser-se-ia seu valor expresso como verdadeiro. Porém já não é mais dualismo, uma vez que diferem A, B e C. É um absurdo.

Não pode-se considerar um conjunto que não seja o conjunto das partes da união dos subconjuntos A e B, porém também não pode-se considerar C tal que é conjunto das partes pois ou seria esse inapto de dar regimento a A e B, pois advém desses, ou o faria, mas essa consideração implica que em um dos conjuntos, seus elementos seriam determinados em função dos elementos do conjunto oposto: logo a implicação de consideração de dualismo implica ou em monismo ou em pluralismo, ou seja, de fato, não-dualismo. E é um absurdo um objeto tal que ele implique em seu oposto, uma vez que não apenas é lógico mas intuitivo que todo objeto é igual a si mesmo. Logo não pode-se considerar dualismo.

Pode-se considerar de forma mais profunda. Pode-se considerar a existência de A, B e C, pois o absurdo que fora mostrado não implica necessariamente em monismo e sim numa impossibilidade de dualismo (ainda que se implique disso, necessariamente, o monismo em algum grau). Então, pode-se tomar A, B e C como totalidade de realidade existente em decorrência da não determinação entre si dos elementos de cada conjunto, tal que configurar-se-ão como os três conjuntos representantes respectivos da necessidade de existência de tais níveis ontológicos (três, nesse caso), dever-se-ia existir propriedades que implicam na existência de todas elas, como fora mostrado anteriormente, de forma que tais propriedades não estejam contidas nem em A, nem em B e nem em C.

Logo, existe um D genérico que fundamenta as outras três. Porém, se existe A, B, C e D, vale-se da mesma argumentação onde desconsidera a existência de três níveis ontológicos, pois é de fato notável que A, B, C e D são diferentes entre si, porém são quatro conjuntos quando fora tomado apenas três. Logo, a consideração de três níveis ontológicos implica em quatro, o que é essencialmente absurdo, uma vez que diferem e nenhum objeto pode diferir de si mesmo.

Caso houver uma consideração de quatro conjuntos onde cada um seria o representante respectivo e único da consideração de quatro níveis ontológicos e os quatro são diferentes entre si, então existe outro que faz o regimento, como fora mostrado anteriormente sucessivas vezes, e novamente seria um absurdo. É notável que tal comportamento dá-se “ad infinitum”, uma vez que existe uma convergência infinita para uma forma específica lógica da qual pode-se derivar seu valor expresso como falso: ou seja, qualquer que haja a possibilidade de consideração como tal, é falso:

A(2)⟹A(2+1)⟹A(3+1)⟹…⟹A(X[n-1]+1)⟹A(X[n]+1) onde:

A é um conjunto de representação de um nível ontológico pela consideração do seu total (e que cada ser-se-á diferente dos que coexistirem e não forem o mesmo A).

O número entre parênteses ser-se-á a quantidade de níveis ontológicos que fora considerado como totalidade para a caracterização da realidade.

[n-1], [n] são índices de ordenação de X.

É notável que:

A(X[n-1]+1)⟹A(X[n]+1)

Isto é, tomado qualquer não-monismo, sempre implicar-se-á noutro nível que fora negado superior, e tal corolário terá a mesma caracterização e isto ao infinito: ou seja, também ao infinito ser-se-á a negação de cada consideração numérica para qualificar a quantidade de níveis ontológicos, seja especificamente dualismo, qualquer pluralismo, ou em resumo: qualquer não-monismo.

Então a consideração de qualquer não-monismo como verdadeiro é naturalmente um absurdo, sendo assim, vale-se de seu oposto como objeto cujo exprime validade lógica: então o monismo é correto, e não apenas isso, considerar qualquer coisa que não o seja (monismo) é em si um absurdo lógico.

A conclusão então é que eu estivera essencialmente correto em minha argumentação, uma vez que só se poderia considerar falha caso fosse também possível considerar um não-monismo como correto, e eu mostrara então que isso é errado. Logo, é uma prova certa da falsidade da premissa.

Para finalizar, o argumento de Hoppe tem então três premissas falsas. Mesmo se desconsiderarmos a última (o que definitivamente não é o caso, como demonstrei cabalmente acima), seriam então duas premissas falsas e uma terceira duvidosa. Disso, já se segue que é impossível que o argumento seja cogente. No máximo, pode ser válido. Irei considerar abaixo em rigorosidade formal, apenas como forma de concessão (de certo ponto de vista não-justificada) para mostrar que mesmo na dúvida sobre a terceira premissa, a ética argumentativa não seria correta. Do ponto de vista rigorosamente formal, para conferir a validade lógica como resultado:

P1: (?x)[(Ex ^ Rx) -> Jx] P2: [(?x) (Ax -> R’x)] ^ [(?y) (Py -> Cy)] P3: {[?z) (Cz -> C”z)] ^ [(?z) (C’z -> A”z)]}
C: [(?y) (Ay)] -> R

Resultado: argumento válido, mas não cogente. Dessa forma, a ética argumentativa deve ser rejeitada.

Por último, antes de concluir, gostaria de recomendar a leitura de ‘Between Facts and Norms’. Nesse livro, Habermas (pra quem não conhece o filósofo e sociólogo alemão, é com base nele que o Hoppe montou sua ética argumentativa quando fez seu doutorado), responde às ideias pela qual a sua ética do discurso levaria-se a anarquia – ele mostrara então, conclusivamente, que não. Ainda que os argumentos de Habermas sejam direcionados especificamente ao anarquismo de esquerda (anarco-comunismo), creio que a crítica possa ser estendida facilmente ao tipo de anarcocapitalismo defendido por Hoppe, algo que, se pertinente, poderá ser explicado em algum outro artigo. A leitura de tal aporte de Hoppe, ou seja, o próprio.

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  68. O autor do artigo acima mistura homesteading com o conceito de auto-propriedade. O que é absurdo. A partir de quando argumentamos já somos auto-propriedade. Não existe trabalho para conquistar a auto-propriedade. Ela já é inerente ao ser.

  69. “Ou seja, a propriedade sempre pressupõe duas categorias. Um que é o proprietário e outro que é a propriedade. Não há como os dois se unirem em um só.”
    O primeiro período está certo até o ponto final. A parti do ponto final começa a esquece que no mundo, não só existe autopropriedade, como também conjuntos de propriedade dentro de propriedade, que damos o nome de Hierarquia. Que é você é dono de várias coisas, e acima de você tem alguém que é dono de você e várias coisas. Claro, no viés “libertário” esse nome “dono” é dono do seu serviço, não do seu corpo, claro. E você tem algo que é parte de você e propriedade sua. Mas antes de falar tenho que lançar uma máxima: “Tudo que pode não fazer parte de você, não é obrigatoriamente parte de seu ‘eu’, e portanto é sua propriedade.”
    Exemplo, os acessórios no seu corpo: camisa, relógio, anel, óculos. Mas agora vamos imaginar que isso não te convenca pois não exerce funções natas do seu corpo como por exemplo seu dente. Então um aparelho dentário e a dentadura. Uma lente de contato. Marcapasso. Braço bionico. Pernas bionicas. Por isso os Libertários apelam tanto para o “trans humanismo”, porque a hergonomia de partes não humanas trabalhando dentro do ser humano como parte dele viola essa concepção de que eu sou meu corpo. Sem conta outro ponto de vista:
    Você é religioso? Acredita em Espirito? Se sim. Isso é contraditório com a concepção que: Eu sou meu corpo. Mas vamos mostrar: Imagina que você, seu espirito, troca de corpo com outra pessoa. Agora temos o exemplo de “Propriedade” Separado de “Proprietário”.
    Não precisamos usar a concepção de espirito, existem mais duas versões: O transplante de cérebro e o transplante de sinapse (as conexões que os neurônios faz). No final a tecnologia conspira a favor da cosmovisão libertária.

    A vantagem do Inglês nisso, é que eles possuem uma palavra para separa o “Si mesmo” do “Eu” genérico. Agente tem o si mesmo, que é muito grande comparado a um pronome. Esse eu de “self”, não é mero pronome de eu, corpo geral. E sim o ponto de vista da realidade. E aquele eu que enxerga a realidade. Aquele “eu” que não é o cérebro, embora seu conteúdo está no cérebro, não é o corpo, mas está preso a ele. Seria joga toda filosofia existencialista fora, e empobrecer o a Língua Portuguesa, se misturarmos o “Si mesmo”, que é o Eu existencial, do Eu, que é meramente uma forma de apontar para mim ou meu corpo. Eu não acredito em viajem astral, uma grande besteira, mas somente o fato de haver esse mundo hipotético e fantasioso, assim como o mundo dos dragões, ou heróis, coloca em prática alguns elementos filosóficos em teste, como o fato de que você é você independente do corpo que tem ou no corpo que está, ou mesmo quando não está em corpo algum. Sendo mais cético, se você fazer upload do seu cérebro para uma maquina. E a maquina é sua, e deixar seu corpo original sem memória. Quem é você? A maquina ou aquele corpo que não sabe de nada. Se alguém chega para você, você não vai conhecer. Mas se essa pessoa chega para a maquina, ela vai conhecer, ela vai falar dos tempo que passaram junto. Mas a maquina é propriedade não é?
    O que é propriedade? Cada um tem uma definição. Por que não opta pela definição mais prática, e que todos a exerce, que é a descrição de propriedade: “A posse de alguém”, e proprietário: “Quem está no controle da posse, ou quem está possuindo a posse (já que nem sempre essa pessoa precisa necessariamente controla a posse para ser o possessor)”. Com essa definição, vejamos: Você controla seu corpo? Sim. No mundo, tudo tem dono. Hoje até água pode ter dono. A ficção distópica já previu que no futuro até o ar será dividido em propriedade, mas claro o ar tratado. E os planetas, mesmo antes de colonizarmos, vários países já fizeram lei para evitar futuros conflitos por disputa territorial espacial na épica ainda da Guerra Fria (devido a corrida espacial). E como notado, tudo tem posse.Você pode fugir da propriedade privada no viés libertário para cair apenas na outra. Eu sei que vocês leram a constituição, e tudo que não tem dono, pertence a União. Logo uma propriedade da União. Além disso todas as reservas naturais, fauna e flora não detentor de dono, é da União. Baseado na lógica de que não existe “coisa” sem dono, mesmo porque até mesmo a fauna e a flora, a natureza pertence a União, isso apenas para dizer: Pertence ao Governo.
    E logo conduz uma coisa, que você não pode escapa, ou fugir. Seu corpo vai sim ser propriedade. A duvida é de quem:
    a) Seu corpo é sua propriedade.
    b) Seu corpo é propriedade da União.
    Qual será? Pela Constituição, aquilo que não tem dono pertence a União. Conclusão: Somos todos Escravos do Estado. E de novo a Constituição força a dizer: para não ser propriedade da União, seu corpo precisa pertencer a você. Mas espera. Isso já é o significado de ser “Livre”. Quando no passado as pessoas ganhavam a Liberdade, eles ganhavam não apenas liberdade, mas poder, poder sobre suas decisões, ações, controle sobre seu corpo. E esse é o viés libertário, embora eu concordo que no mundo real isso não é aplicado, porque não vivemos em um Mundo Libertário e sim um Mundo Estatista, onde você é propriedade da União é por esse motivo o “Imposto” não é roubo, pois não existe roubo sobre sua propriedade. Porém, ai vem a desonestidade política; Dizer que somos livres e vivemos em uma democracia, quando se quer o povo é considerado seres legítimos para tomar decisão. É o mesmo que dizer: “O poder emana do povo, para o Ditador, que cumpri a vontade do povo seguindo sua interpretação.” Essa é a melhor descrição da política: Não é sobre dar poder ao povo, mas criar a sensação que o povo tem algum poder. Entre aspas coloquei o cenário: O povo tem todo poder de apenas “emanar” vontades para o ditador, que aos seus caprichos, considera e desconsidera as opiniões populares que ele interpretar certa. Apenas trocou a subjetividade divina pela subjetividade popular. Uma subjetividade que ainda permite que eles governem para si e usem o nome do povo em vão. Sendo que os mesmos temem da o mínimo de poder de decisão ao povo.

    Então… Esse é meu ponto de vista. Agradeço quem tenha entendido meu ponto de vista e não estejam deturpando as vírgulas para refutar algum espantalho com falácias ignorando a presunção de validade e o dolo na argumentação.

  70. A Ética Argumentativa falha em uma especificação terminológica ao usar o termo mais genérico para especificar a própria palavra. Pois toda argumentação é racional por si só. Não existe argumento não racional. Pois precisamos de raciocinar para entender um argumento. Não dá para existir Argumento Irracional, sendo que seres irracionais não argumentam. Mas ainda na legitimidade descritiva da semântica, as palavras ainda poderiam ser questionável no campo prático, pois a descrição das palavras, tudo isso será mera siglas e dissonância cognitiva/ou duplipensar se essas ideias estiverem associado a algo contraditório, uma ação que contradiga a práxis dela.
    Mas apesar desse erro, ainda dá para entender o ponto de vista, visto que na linguagem coloquial, se usa “Aquele homem é mais racional” – que quer dizer que não existe pessoas racional? Não, e sim que ele usa a lógica, é mais cético, mais crítico, ele analisa mais as ideias. Por ser coloquial, as palavras não são fiel a semântica ou a sua própria descrição do dicionário. Porém irei mostra a seguir a descrição do dicionário no momento oportuno.
    O termo mais adequado semanticamente a sua descrição é “Argumento Analítico”, descrevendo melhor que “Argumento Racional”, a função. Embora por um vício linguístico do coloquialismo.

    Porém, mesmo diante de um erro desses em sua frente, o artigo ainda conseguiu errar ao mirar em um erro inexistente ou encontrar os erros errados, erros de vício de linguagem não invalidam a lógica final, pois como vício de linguagem todo falante daquela língua tende a entender o significado por trás da palavra além da mera descrição objetiva daquelas palavras, o nome disso são expressões (embora temos a figura de linguagem, não é sobre figura de linguagem que abordamos, e sim palavras sendo usado fora de seu significado padrão). Como a expressão: “Sujeito Racional”. Que não possui palavras excludentes, para presumir que essa expressão esteja excluindo a racionalidade de outros sujeiros e seres. Extrair esses erros de onde eles não afetam a semântica final é a questão. É como procura vírgulas em uma argumentação correta para invalidar o todo. E embora pareca contra intuitivo, mas alguém que busca a verdade deve falar, simplesmente se ater a definições “oficiais” dada por enciclopédia e dicionários já os refutam (os dois, tanto a Ética Argumentativa quanto o Artigo que tentou refutá-los). Sem realmente usar apelos de autoridade aqui, e sim a lógica por trás delas. Mas abaixo vou realmente explanar parte por parte.

    1) “Eu quero demonstrar que apenas a ética libertária da propriedade privada pode ser justificada de forma argumentativa”:
    O erro aqui está: “Apenas”, apalvras excludentes como: Apenas, únicamente, nunca, somente se, etc… Só podem ser aplicado se a pessoa realmente se garantiu que não existe outra possibilidade e alternativa. E ele está aplicando isso a “Ética Libertária”, Hoppe falha, pois podemos não conhecer ou conhecer várias outras alternativas a Ética Libertária, alias ele se quer não específicou no que deveria específica sobre as prováveis generalizações, o que faz erra de novo. Pois pode existir Ética derivada da Ética Libertária, porém que não seja Libertária. Esse é o problema de não usar corretamente a especificação. Especifique para tirá generalizações ou outras possibilidades, não crie exclusivismo em coisas genéricas ou que não foram especificadas.
    “porque ela é a pressuposição praxeológica da argumentação como tal; e que qualquer proposta ética divergente ou não libertária pode, assim, ser mostrada como violadora da preferência demonstrada.”
    Tá, mas isso não justifica porque ela é a única. Alias, não deveria ser “porque” ali, e sim: “unicamente” (embora estaria ainda errado, ao menos estaria coerente com a primeira oração). Pois se eu criar uma ideologia e usar a argumentação praxeológica, acabo com essa exclusividade, ou se outra pessoa. Alias, o argumento lógico: “_Pode haver pessoas que, que não usam a Ética Libertária que usam argumentação praxeológica.”
    Vamos logo, porque se não vou perde tempo demais com Hoppe.

    ” 1) Toda posição ética, para ser racionalmente defensável, precisa ser justificada por argumentos;”

    Sua Resposta: “Na realidade, não existe uma ligação necessária entre a defesa racional e a justificação por argumentos.”
    Racional expressão que vem de razão, o que garante que algo tem razão é ela ser possuir justificativa, não importa se é valido logicamente ou não. Defesa racional, qual a melhor descriçã de Defesa Racional, sendo que defesa aqui é aplicado a ideia, logo, você defende uma ideia usando justificativas para aquela ideia. Racional, como dito acima, troca-se por lógico, analítico, pois Racional é apenas o coloquialismo de Critérios Crítico. Na prática está apenas descrevendo argumento racional. O que é argumento racional? Um argumento sem embasamento? […] Se o oposto que é “defesa racional não pode ser feito por justificando por argumentos”, logo a sua crítica é invalida. Pois para valida sua crítica essa afirmação tem que ser valida, que é meramente a descrição do fenômeno. E ainda estou valorizando sua ressalva que você fez que não queria dizer que “argumento não é racional”, seria usar espantalho da minha parte. Mas não preciso e nem quero. Mesmo porque não é da racionalidade literal que falamos.

    “‘Não há ligação necessária entre racionalidade e justificação por argumentos’. (O que isso significa?) Como dito, o problema é chamar de racional o que é argumento (ou só o que é argumento).”

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    substantivo masculino
    1.razão, raciocínio que conduz à indução ou dedução de algo.
    2.prova que serve para afirmar ou negar um fato.
    ” Um argumento pode ser definido como uma afirmação acompanhada de justificativa (argumento retórico) ou como uma justaposição de duas afirmações opostas, argumento e contra-argumento (argumento dialético).
    Na lógica e na filosofia um argumento é um conjunto de uma ou mais sentenças declarativas, também conhecidas como proposições, ou ainda, premissas, acompanhadas de uma outra frase declarativa conhecida como conclusão.
    As declarações são apresentadas como argumentos em todas as disciplinas e em todas as esferas da vida. A Lógica está preocupada com o que constitui um argumento e quais são as formas de argumentos válidos em todas as interpretações e, portanto, em todas as disciplinas. Não existem diferentes formas válidas de argumento, em disciplinas diferentes.”
    Fonte: Kuhn, Deanna (1991). The skills of argument. Cambridge University Press.

    O que são Argumentos:
    Argumentos são ideias lógicas relacionadas entre si e com o propósito de esclarecer e resolver determinada situação ou dúvida, por exemplo.
    Os argumentos são normalmente baseados em premissas que ajudam a construir uma conclusão. No entanto, todas as premissas deve ter como alicerce um sentido lógico, caso contrário o resultado final pode não ser verdadeiro ou válido.
    Por norma, os argumentos servem principalmente para provar alguma coisa (REPETINDO: ARGUMENTOS SÓ EXISTEM, PARA PROVAR ALGUMA COISA), como um ponto de vista, uma decisão ou ideia. Seu objetivo, neste caso, consiste em justificar determinado objeto que é causa de um debate.
    Fonte: https://www.significados.com.br/argumentos/
    Ou seja: Argumento precisa de Razão e Lógica. Como um argumento pode não ser racional, se sua definição é o uso da racionalidade? Ai está minha duvida: Existe argumento sem racionalidade? Então o que é Argumento?

    “O encadeamento lógico de proposições regido por regras constitutivas e regulativas, obtendo-se uma conclusão, se chama argumento, não racionalidade.”
    Mas usar a racionalidade, sendo que racionalidade significa: Pensar. Quando alguém diz: “O homem um ser racional” o que ele quer dizer? De novo o dicionário:
    “racionalidade”
    substantivo feminino
    1.qualidade ou caráter do que é racional, lógico.
    2.capacidade de exercer a própria razão.
    Agora compare com o Dicionário de Argumento e veja a semelhança. Ambos não são a mesma coisa, pois quano se trata de Conjunto de Venn,Racional é um conjunto mais abrangente que o conjunto argumento que está dentro de Racional. Racional = Pensamento verbal e Não verbal. Sendo que apenas o Pensamento verbal = Argumento. Racionalidade é mais abrangente, é em si o uso do pensamento de forma organizada, sem necessariamente criar premissas ou mesmo verbalizá-las, já o Argumento é o uso de palavras, verbalização, que tenham sido pensadas e justificadas, ou seja, que antes mesmo se ser feita, foi racionalizada. E não estamos fazendo juizo de valor da validade do argumento. Por exemplo: ‘Uma pessoa fala uma falácia para legitimar uma fantasia.’, simplesmente para entender isso, a pessoa precisa raciocinar sobre o significado das palavras e expressões, entender o idioma da pessoa, e associar as ideias propostas.
    Ou seja: Houve uma argumentação e ela sustentada por racionalismo, mesmo sendo ideias erradas e invalidas. Ai que entra a diferença de Argumentação Válida e Invalida ou Lógica/Analítica e mero receptor de informação, que recebe algo e já leva como uma verdade absoluta. Algo interessante é que ser Lógico, Sintático ou Emotivo, Semântico puramente, esses 4 separadamente não possui necessidade de ser racional. O melhor exemplo é a Maquina e o Animal. O Animal te entende, mas ele não argumenta e não raciocína. Se você der um livro a ele, ele não vai ler. Se você conversar com ele, ele não vai entender. Você pode perde a vida tentando ensinar o animal, ele não prende, pois sua forma de pensar é movido por semântica não verbalizada, eles não entendem abstrações, embora eles possam ater saber diferencia volume e quantidade, identificar onde tem mais e onde tem menos. Mas não são capazes de aprender a fazer conta. E no outro lado tem a Maquina, incapaz de sentir, incapaz de amar, mas extremamente lógico, capaz de fazer coisas que nem nós conseguimos, na área das exatas, e naquilo que foi programado.

    “A argumentação pode ser dita racional, e obviamente o é, mas a racionalidade não se resume a encadeamento de premissas.”
    Claro, que é racional, pois ela é mais abrangente. Mas necessariamente a Argumentação ela vai usar a racionalidade. Também concordo com o segundo, como não sendo condicional, mas pode o ser. Ou seja: “não se resume a encadeamento de premissas”, mas pode o ser. Sendo apenas a diferença estética. Porém necessariamente a Argumentação tem que ter “Justificativa”, que é a razão dela ser Argumentação.

    “A argumentação pode ser dita racional, e obviamente o é …”

    Argumentação é ou não racional (objetivo de seu discurso)? E como ousa coloca “pode ser dita”, se utilizando de termos hipotéticos ou probabilístico para colocar contradições. A contradição é duvidar ou colocar em duvida e depois afirma, deixando ambíguo. Se contorcendo em contradições, parece Paulo Freire explorando os Paradoxos da língua portuguesa se contradizendo propositalmente. Embora sejam contradições de duas naturezas, e aqui a contradição não é explicita e implícita, de ficar fazendo textos redundantes. Onde você que chegar? Como vai refutar algo se só enrola em contradições e termos que não serão refutados?? Seria melhor se purificasse a primeira argumentação, pois de fato há elementos ali valido, mas ao lado de argumentos invalido.

    “mas a racionalidade não se resume a encadeamento de premissas”
    Claro (de novo concordando com algo sem entender como ele faz esses saltos lógicos colocando termos que concordamos, mas com formas erradas), esse é um aspecto da Argumentação. Porém, agora quero deixa claro. Embora a identidade de Racionalidade não seja “encadeamento de premissas”, TODO O CONJUNTO ENCADEAMENTO DE PREMISSAS está contido na Racionalidade, pois não existe premissa fora do conjunto racionalidade, e ainda sim dentro do conjunto racionalidade temos o conjunto “verbal”, toda premissa está contida na “verbalização”, seja escrita ou falada. Para você ter uma premissa tem que ter uma afirmação. para se ter uma afirmação você precisa do verbo “SER”, no modo “é”, e logo se você precisa usar um verbo afirmativo, não tem como fugir da verbalização que por si está contido na Racionalidade. Racionalidade não é usado para falar e comunicar, apenas para pensar. Mas existem elementos na racionalidade, dentro dela, que ainda sim parece o “encadeamento de premissa”, como já mostrado acima, simplesmente organizando tudo isso em conjunto. Quem está contido em quem. Racionalidade é usar a “razão”, independente se é de forma certa ou não, e não é uma ação verbal, e “premissa” é uma ação verbal. O “encadeamento de premissa” na racionalidade é o “encadeamento de ideias”. Coisa que é inegável na descrição 1 do dicionário já colocado: “1. raciocínio que conduz à indução ou dedução de algo.” Ou seja Existe encadeamento de ideias. Porém elas não precisam ser verbal ou seja: premissa, e sim ideia. O que pode ser uma refutação dirigida a qualquer um, seja a quem defendeu o termo premissa no lugar de ideia ou quem, ignora qual é o conjunto maior. Ainda para não deixa erro: Não existe necessidade de algo racional ter encadeamento de ideia, pois Racionalidade não está contido em encadeamento de ideia, já “encadeamento de ideia” precisa necessariamente ser racional, precisa, pois encadeamento de ideia está contido no conjunto racional.

    “Do contrário, você teria que aceitar que todo discurso não-argumentativo seria irracional”
    Essa parte eu concordo totalmente. Pois é o ponto do conjunto de venn”.
    Só para evidênciar: Devemos ter cuidado, quando lidamos com conjuntos, pois pode haver casos em que um item está contido em um elemento, mas também em outros elementos, ou seja: interseção. Mas vamos ao próximo que vou fala disso depois.

    “Racionalidade não se resume à argumentação e discurso racional não se resume a discurso argumentativo.”
    Racionalidade não se resume, por ser um conjunto mais abrangente. Porém inevitavelmente discurso racional não pode está fora do conjunto racionalidade. Já o conjunto racionalidade não pode deixar de conter o discurso racional, mas pode haver algo racional que não é argumentativo ou o inverso, lógica não racional ou semântica não racional, dependendo do que você leva como racional, eu uso a capacidade humana de pensar, mas se você priorizar a lógica, então maquinas são racionais, se priorizar os sentimentos, então animais são racionais, dependendo do significado que você dar, mas eu prefiro ser fiel ao significado original de racionalidade (sem apelo a opinião pessoal). “Consciência” não se resume a “Humanidade”, mas isso não que dizer que a “Humanidade” não seja “consciente”, o argumento cai no apelo a identidade do conjunto P não é X, logo se P = {X,Y}, logo X não é = P. Sendo que P não é X por ser mais abrangente, não por está fora, mas necessariamente estamos dentro do conjunto. A igualdade de identidade, só é valida quando se pode tira a igualdade, mas essa não é a única igualdade, existe a igualdade de propriedade e de contido. P = P, logo P, isso é identidade, não precisa de igualdade. Já P = 3 (igualdade de Propriedade P tem propriedade 3), P+2=5. P não é 3 (não é, mas tem propriedade 3). Tanto que deu 5 na soma P+2. Caixa não é cubo, nem pedra quadrada é cubo. Caixa cubica e pedra cubica tem formato, logo isso é propriedade. Não vivemos em uma esfera-oval, mas isso não justifica dizer que a terra não é no formato esfera-oval.
    Mas onde exatamente seu argumento errou anteriormente? A verdade é que eu nem estou preocupado em refutar. Pois apenas estou explanando sobre cada parte do texto. Em especial erros de Inversão de Conjunto, quando inverte o conjunto maior com o conjunto menor ou inverte quem está contido em quem para dizer quem está errado.

    “Discurso racional não se resume a discurso argumentativo.” – Bom eu concordo com você. Mas quero explicitar algo, para mostrar porque esse argumento não é tão avassalador ou está refutando tanto o Hoppe, como poderia: Vamos ignorar os demais discursos que são racionais e não levam racional na definição concreta, pois isso daqui não aplicou palavras como: único, apenas… E valorizar isso como “nome”, não como um Discurso feito racionalmente, pois todos o são, não existe discurso irracional (e quando falamos isso no coloquial, geralmente é xingamento como chamar alguém de Burro, mas ele não é Burro, Burro é um animal). E foca no fato que Discurso racional tem valor igual, por ser um subconjunto de Discurso e não um Discurso genérico, valor igual ao “Discurso Argumentativo”, dado ao fato que racional aqui é nome, não semântica, pois ambos o são, e Argumento é um subconjunto que está contido em Discurso. Tudo isso para dizer, que quem fez “Argumento Racional” só queria deixa o nome bonito. Tipo separa a humanidade em: Sencientes e Não Sencientes, quando todos o são.

    “só seria racional quem argumentasse e só seria racional o discurso argumentativo.”
    Resposta: Toda a Argumentação é necessariamente Racional. E o discurso argumentativo é meramente um item dentro de diversos subconjunto dentro da racionalidade.

    Eu gostaria de falar um pouco mais, não estou refutando nada, apenas explanando, sobre a racionalidade. Primeiramente existem diferentes níveis de racionalidade. Inclusive o ser humano é muito volátil e pode apresentar hora grande sabedoria e inteligência hora grande burrice e ignorância, e falo da mesma pessoa. Inclusive pessoas dotado de saberes e conhecimentos lógicos e filosóficos acabam cometendo erros naquilo que eles dominam, como por exemplo lançar falácias, quando o mesmo sabe e domina a identificação de falácia, mas não é capaz de impedir a si mesmo de soltar. Além do fenômeno expresso como:”Desligar o cérebro”, quando as pessoas são movida por emoções ou estão em estado de sugestionabilidade maior, e pensam menos e aceitam mais. Inclusive um dos pilares da Hipinose, a hipinose só existe porque não somos sempre racionais. A questão é a Racionalidade é baseado em necessidade, e no que tange a necessidade até mesmo de pensar. E não estou confundido racionalidade com Lógica, e sim que A Racionalidade profunda, é quando estamos ciente plenamente de todos os subconjuntos da Racionalidade, como por exemplo a lógica e a análise crítica, além do nosso vocabulário e conhecimento prévio de algo, que nos permite crítica quando estamos diante de um significado contraditório. E a baixa racionalidade, é quando, sem ter abandonado a racionalidade, pois isso é impossível, e sim quando descartamos ou ignoramos dentro da racionalidade subconjuntos como o dito anteriormente. Um exemplo é que podemos simplesmente deixar de saber falar uma ideia por uns momentos. Ou esquecer o significado de algo. Pois a racionalidade nada mais é que o Sistema por onde as ideias passam, não a ideia. E quando não tem ideias ou elas estão obstruídas, esquecidas, como um Computador cheio de livros em PDF, mas tudo desaparecido em pastas ocultas, é como o ser agindo fora de sua plena racionalidade. Por isso, eu entendo a expressão popular de usar racionalidade para dizer alguém inteligente. Pois assim como o duplipensar, é o fenômeno de não valorizamos ou usarmos todo conhecimento que temos para deixar contradições passar. Pois nosso cérebro é como uma biblioteca ou um HD do computador. A racionalidade, nada mais é que o sistema por onde ela passa, não sendo necessariamente nem a biblioteca/HD, ou seja o cérebro nem o conteúdo. Mas precisamos de algo para validar o que está ali, usamos a lógica, o Computador usa o anti-vírus, a Biblioteca usa, a mera verificação. E o duplipensar é simplesmente aceitar livros que se aniquilam, como, um livro a favor de democracia e outro contra a democracia, na mesma biblioteca. Dizer que alguém contraditório não é racional, não é valido, pois não há contradição sem raciocinar, porém dizer que quem evita ser contraditório não pode usar racional por haver coisas contraditório também pode ser um equivoco no uso. Pois pode apenas está dizendo que está usando a plena racionalidade, que quer dizer: Que ao aceitar um livro, ele verifica os demais livros, para ver se aquele livro não tem conteúdo divergente. Racionalidade é o ato de absorver informação e processar. Enquanto podemos associar pensar com a RAM do PC ou o digital, sendo o digital mais adequado a imaginação. Com essa associação com o computador, quando você pensa, você está usando de forma diferente mas dentro do conteúdo que é raciocinar. No seu HD chamado Racional tem a pasta Verbal, e nela tem a pasta Discurso e nela a pasta Argumentação, e dentro da pasta argumentação existem dois arquivos: Discurso Argumentativo e Discurso Argumentativo Racional. Ambos com nomes descrição, sendo os dois primeiros elementos a descrição completa do conjunto que eles pertence, o terceiro elemento contido no segundo arquivo, apenas diz algo que todos são, então provavelmente que dizer que ele vai usar mais a razão e a lógica, que é o coloquial, que é quando dizemos que algo é racional. Com essa exemplificação eu espero ter explicado tudo.

    Eu gostaria de finalizar dizendo, que tenho vieses muito parecido com no site. Sou “Minarquista Liberal”, e tenho uma ética e moral e práxis (pois não me limito a ética), baseada no utilitarismo onde:
    1) Eu acima de tudo, ou seja: proteção e benefício a minha próxima existência.
    2) Não havendo ameaça ou problema a minha existência e meu bem, não assumo problemas e questões alheios.
    3) Se satisfeito o segundo item, porém esse problema tem como resultado de sua solução uma melhora social. Assumir questões alheios, não baseado em um retorno. Do contrário, se até a minha própria existência.

    Então vemos que o Individualismo e o Social são mediado, ainda sim usando pensamentos egoísta. Pois mesmo pensando apenas em mim mesmo, eu acabo tendo pensamentos que aparentam ser altruísta, sendo que eu jamais faço algo se não tem retorno, porém eu posso fazer algo, se isso tiver retorno, seja a curto ou longo prazo. Sem contar que não acredito em altruísmo e ações incondicionais. Tudo que existe é condicional, não existe por exemplo amor incondicional, ou você conseguiria amar alguém que se odeia e que o agrediria se o visse? Claro, existem casos de amor incondicional, mas eu estou dizendo de forma racional, geralmente amores incondicionais são gerados da cegueira, ou da doença que alguns tem. Virando sadomasoquistas, sofrendo por amor. Mas ainda sim o amor dito como incondicional, ainda sim é condicional: A pessoa ama, porque o faz se sentir bem. Que é a origem do amor. Logo, é impossível violar o querer, que é baseado em uma justificativa. E se precisa haver justificativa, logo não existe ação sem justificativa, e na justificativa reside a falta de incondicionalidade, a única diferença é que a condição é as vezes pessoal ou implícita a terceiro, ou não diz respeito a terceiro, mas ainda sim existe recompensa.

    E como tal eu concordo com elementos de Hoppe e com elementos seus. Pois de fato uma ética baseado em razões, é algo muito melhor que ética baseado em emoção e dogmas (alguém te diz o que é certo e errado, e você acaba internalizando isso e se tornando sua ética, mas foi uma ética adquirida, sem haver uma razão para acreditar nela). Ao menos o conceito de propriedade privada, na qual paráfrase de: “Posse-Pessoal” e “domínio de uma posse”, consentimento, pode explicar vários direitos. Como por exemplo vi muitos anarquistas conseguirem derivar vários direitos dessa lógica. Sem a necessidade de pura criatividade ou cria uma lei apenas com base na criatividade, em pensar naquilo, você criar um direito baseado em uma sequência lógica. Embora eu admiro, ao mesmo tempo acho que eles bitolaram demais (bitolar = exageram) no fato de proteger direito até mediante crimes. Usando o princípio que discriminar algo solucionaria o crime. Sendo que para mi isso tem nome: “Varrer para debaixo do tapete.” Algo parecido com: Que acabar com os acidentes de transito? Acabe com as leis e semáforos. Que acabar com a mentira? Vamos abolir mentira do vocabulário português. Que acabar com o analfabetismo? Vamos empurrar todo mundo de ano. Pode tirá zero, que vai passar. Isso é varrer para debaixo do tapete. O problema ainda existe, mas artificialmente foi solucionado ao ser maquiado. Além disso, eu não acho que faz sentido dar fim ao estado, se isso apenas legitimaria facções, ou permitiriam empresas privadas de dominarem o país e apenas trocaria algo democrático que é o país, por um governo absoluto, que é um governo baseado em propriedade privada. Isso quando falamos de facção. Já de indivíduo, realmente é bom. Porém proteger demais Empresas, tipo, permitir empresas milicianas sem nenhum controle, é permitir a formação de exércitos paralelo, e fecha os olhos para a guerra civil que se segue. Por isso, no lado juridico, é bom. Pois existe muita filosofia moralista, mas no lado estratégico, prático, de aplicabilidade, eles falha. Mesmo porque eles rejeitam até o gradualismo ou seja: Como o Ancap seria inplantado com um vácuo de poder? Querendo repetir o mesmo erro do socialismo? Nesse vácuo de poder uma empresa privada ou facção tomam o poder instaram uma ditadura pior. Eu tenho um viés paranoico, e não acho que existe mundo perfeito, nem utopia perfeita. Eu acredito no menos pior. E como o mundo revela Minarquismo. Pois é um viés que limita o poder. Já o Ancap parece só desconfiar do poder estatal, ignorando o poder de empresas e grupos privados. Se o fosse pirataria ser bom, falo de piratas mesmo. Pirata não é um exército estatal, e existe em um dos países anarquista. Mas existem muitos Anarcocapitalista ou a maioria deles que são contra a ausência de poder. Mas continua com a incoerência de querer que caia do céu, magicamente.
    Eu acho que o mais racional é a descentralização do poder do estado, e o fortalecimento das Instituições de controle dos 3 poderes. E até mesmo a subdivisão das mesas. O Legislativo, deveria ser subdivido em áreas como: Legis Security (Segurança), Legis Domini (Administrativo), Legis Socialiti (Social). Sendo que para entrar, os políticos deveriam passar por concurso público. Além disso na minha opinião o Legislativo deveria substituir o Voto por Contratos, não contrato entre político, mas o POVO. Para uma lei ser aceita, ela deve ser assinado por contrato, e apenas aqueles que assinarem serão submetido a ela. Sendo uma via de mão dupla: Ganha mais direitos e limitações. Por que digo isso? Nem todo mundo precisa de todos os “Direitos”, alias como acertadamente os Ancap fizeram, e nisso devo concorda, nem tudo ali é realmente “DIREITO”, direito é natural, universal e independente do Estado. Como o Direito a liberdade, vida. Não é porque o Estado disse que é verdade. Sempre foi! E tais direitos, realmente devem ser feito por leis, não por contrato, pois eles são vitais para todos. E devemos separar tais direitos dos “Serviços”, Serviços sendo chamado de Direito. Mesmo que seja um Serviço vital, como água, luz e comida e acesso a educação, isso não é Direito, e um Serviço. A melhor forma de entender isso é que Direitos existe mesmo que não haja civilização. A Educação não é um Direito, mas a Informação é. Veja como é parecido o Serviço com o Direito. O Serviço é regido por contrato. Eu posso nega um serviço, eu não posso nega um direito. Não posso, pois necessito do direito. Não necessito do Serviço (mesmo que em um contexto esse serviço seja vital, precisamos analisar a necessidade dele para o ser vivo viver na sociedade). Por exemplo se fosse regido por contrato, eu não assinaria contratos de serviços que não vou ganhar, como Contratos de Aposentadoria, Contrato de Sindicato, Contrato de Bola Família, Contrato de Escola Pública seria finalizado ao termina o ensino médio (assim que você para de usar um serviço, você para de pagar). E sim isso é a “privatização sem privatizar” dos serviços estatais. Pois essa é a forma de evitar a corrupção, é dando ao cidadão o poder de escolher diretamente o que fazer com seu dinheiro. Alias: Eu não acredito que certos impostos devam existir. E se alguém conhecer algum político fale para ele colocar na pauta dele os seguintes:
    -Taxação sobre produtos importado
    -Taxação sobre produto exportado, quando isso for a venda de um produto nacional (se for taxa estrangeiro, não me importo. Tenho esse viés tribal, de pensar no bem do nosso grupo. Porém os impostos aqui, não beneficiam a própria nação.)
    -Fim do Imposto sobre casa
    -Fim do Imposto sobre bens móveis
    -Fim do Imposto sobre o salário
    -Fim do Imposto sobre transações comerciais e bancária
    São Imposto Auto-Corrosivo (pois do que adianta jutar esse dinheiro para ajudar o povo. Se o simples fato deles existir já é um dano nacional e social, que não pode ser reparado, mesmo com o uso justo desse dinheiro. Um exemplo é que o dinheiro aplicado a salário, transações comerciais e bancário gera artificialmente a inflasão ao diminuir o poder de compra. Já não basta a inflasão, e a desvalorização pelo excesso de dinheiro ainda tem o imposto para diminuir o poder de compra. O que torna um país forte é um Poder de Compra maior. Não adianta nada aumentar o salário ou a quantidade de dinheiro investido, se está diminuindo o valor, o poder de compra. Isso é outra ilusão. É o mesmo que troca 10 reais por 200 centavos (que é 2 reais). Apelo ao número, sendo que dinheiro é apenas papel. Devemos foca no poder de compra.

    Mesmo assim, ainda sou afavor de alguns imposto (pois não sou anarquista), que são exatamente sobre esse Estado-Minimo ou seja o Estado que só existe para prover 2 coisa: Justiça e Segurança. Privatizar o exército é o mesmo que legalizar a guerra civil. Alias o que garante em um exército privado, que eles não vão se juntar e tomar o poder, ao invés de ficarem em seu canto? Por isso, o Exército é indivisível. O que eu concordo e aceito é na terceirização local, da segurança local. Como por exemplo as Cidades possurem segurança privada. Ou mesmo a existência de segurança privada como milicia. Porém toda segurança privada e milicia ainda seriam “controlados” e “inspecionado” por motivos de legalidade e combate as finalidades corruptas que elas podem ter. Dai o motivo de se preserva o exército e um corpo maior. Embora eu concordo que exércitos privados podem fornecer segurança. Isso é inegável, ela só não pode orquestra um golpe, uma guerra civil. Não sejamos ingênuos.

    Esses foram minha opinião. Espero que ninguém se ofenda com minha opinião. Pois de fato eu tenho uma opinião que acaba conflitando com ambos os vieses. Mas na prática isso é o Realismo, ser realista, é pensar na aplicabilidade das ideias, não apenas na beleza delas. Pois o nome disso é utopia, foca de mais em admira a beleza da ideia e esquecer de sua aplicação e funcionalidade. Eu desejo tudo de bom ao site NeoIluminismo e que continuem o ótimo trabalho.

  71. O problema com a primeira resposta à primeira premissa “Toda posição ética, para ser racionalmente defensável, precisa ser justificada por argumentos” poderia ser resolvido com “precisa poder ser justificada por argumentos”. Acho que essa análise fica faltando, já que na síntese de argumentos contrários o óbvio é começar apresentando os argumentos de modo que eles tenham a maior possibilidade de estarem corretos, para garantir que o leitor saiba que o que está sendo atacado é o central ao argumento.

    Quando a proposição original aparece, já percebemos que a síntese foi bem diferente em relação a “precisar ser”: “All truth-claims – all claims that a given proposition is true, false, indeterminate or un-decidable or that an argument is valid and complete or not – are raised, justified and decided upon in the course of an argumentation”. Quando saímos da proposição do Lacombi e vamos para a original do Hoppe, o problema inicial desaparece.

    O autor faz duas críticas sobre a proposição como colocada por Hoppe. Mas acho que parte da crítica parece ter uma dificuldade de autor em traduzir “truth-claims”. Hoppe nunca diz que a verdade (“truth”) é definida pela argumentação. Ele diz que afirmações sobre verdade (“truth-claims”) ocorrem no curso da argumentação. A premissa é quase que uma descrição direta do que argumentação significa no dicionário. Se Hoppe nunca diz que a verdade (“truth”) é definida pela argumentação, então, a primeira crítica se torna um espantalho.

    A segunda crítica nesta parte também vira um grande red herring, já que Hoppe não diz nada sobre racionalidade aí. Seria um desvio enorme mesmo se Hoppe tivesse dito aí algo sobre epistemologia.

    A crítica à segunda proposição tem problemas muito semelhantes. Não há motivo para assumir que “respeitem cada um o corpo de outro” significa respeito incondicional em qualquer sentido imaginável em vez de significar respeito na medida necessária para que a argumentação ocorra. Em um debate não dogmático sobre valor verdade de premissas, tentamos sempre extrair a proposição da afirmação na formulação em que existe maior probabilidade da premissa estar correta. Isso não acontece aqui.

    Claro que poderiam haver problemas mesmo em uma formulação mais apropriada da premissa. Mas, primeiro, isso não ocorreu no texto. E, segundo, essa seria uma crítica amplamente conhecida e já respondida pelo Kinsella e pelo Hoppe. Nesse caso, como são artigos amplamente conhecidos e não uma crítica anônima no facebook, o mínimo que se esperava é que esse segundo nível dialético fosse discutido e, mais uma vez, nas suas melhores formulações.

  72. Você, na crítica ao primeiro argumento, entra em contradição quando diz que “A definição de ‘racional’, para a maior parte da filosofia, diz respeito só a ‘coerência’ e ‘consciência’ na estruturação de um argumento”. Ora, se a racionalidade está relacionada a argumentação, como pode haver racionalidade em uma afirmação panfletária sem argumentação?

  73. Interessante.

  74. Excelente artigo. Há algum tempo venho me deparando com questões referentes a validade da ética libertária (a priori). Um dos argumentos que fiz e que foi exposto no texto foi o do conceito da autopropriedade ser necessariamente dualista. Mises em “Ação Humana” tambem se baseia em uma visao dualista de ser humano ao afirmar que “comportamento consciente ou propositado contrasta acentuadamente com comportamento inconsciente, isto é, os reflexos e as respostas involuntárias das células e nervos do corpo aos estímulos”. Além do dualismo necessário para que o conceito de autopropriedade seja coerente, temos uma limitação quanto a possibilidade de controle do corpo. Por mais que a açao de nao dormir seja propositada e consciente, em algum momento a necessidade fisiologica será mais acentuada e o indivíduo acabará dormindo. Mesmo com o dualismo, tenho dúvidas se o corpo seria propriedade do fantasma ou se o fantasma seria propriedade do corpo.

  75. Isso não foi uma refutação, foi uma DESTRUIÇÃO. Conheci esse blog pelo devaneiosliberais, e me apaixonei. Era justamente este tipo de conteúdo político-filosófico que eu caçava a tempos. Obrigado!

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